9 de dez. de 2010

Você realmente ama?

Sempre falamos sobre o amor. E com facilidade usamos a palavra eu te amo. A palavra eu te amo tem sido usada com banalidade. Já discutimos o significado do amor verdadeiro neste blog, aquele que é ação, escolha, decisão e não sentimentos.

Essa utilização banal me incomoda. E certamente incomoda ao Pai. Tenho pensado muito em como viver o verdadeiro amor para com os meus irmãos. Tenho visto que o amor que tenho pelas pessoas que decidi amar, pelos amigos, familiares ou mesmo futuro marido não chega aos pés do amor que meu Pai tem por mim e por você também.

Eu estava pensando numa situação. Uma pessoa que é boa para mim, que faz coisas muito importantes pra mim. Uma pessoa que eu decidi amar e como tal é para sempre e suportando tudo. O amor tudo suporta Cor 13.  E eu aprendi a suportar coisas que eu jamais imaginaria suportar por amor a ela. E de novo. E de novo. Mas ela me desaponta continuamente. E ela não faz o que eu quero, o que eu preciso, o que eu acho certo. E algumas vezes me entristece e me magoa. Ela, algumas vezes, não presta atenção no que eu falo, esquece o que é importante pra mim. Algumas vezes eu não posso contar com essa pessoa. E eu tento fazer tudo ao contrário por ela. Eu me importo, me preocupo faço muitas coisas por ela. Aprendi a não esperar que ela faça o mesmo por mim. Mas todas essas atitudes estavam fazendo com que eu começasse a desistir dessa pessoa. Eu estava ficando cansada. Eu pensei comigo: essa pessoa tem me desapontado tanto que eu acho que tenho o direito de deixar de ama - lá, de deixar de conviver tanto com ela, de me "desapaixonar" por ela, para que eu não me sinta assim.

Aí Deus falou comigo pra variar. Ele disse: poxa Carol, você faz coisas que Me desapontam também, você faz coisas que você sabe que não são certas pra mim, coisas que você nem Eu precisamos, coisas que Me entristecem e Me magoam, e muitas vezes Eu quero contar com você pra fazer algo pra mim aí na Terra e você não esta disposta. Poxa e mesmo assim Eu faço tudo por você. Tudo. Sem reclamar. Não estou Me vangloriando do que faço por você não Carol, Eu faço por amor. Eu te amo tanto, tanto, que Eu dei meu filho unigênito para morrer por você na cruz, para que você ganhasse a salvação eterna. Eu te amo e te aceito mesmo com seus erros.  Como você pode pensar em "deixar pra lá" alguém que já decidiu amar?

Neste momento pedi perdão ao Pai, pelo que sou, por ainda não agradá-lo tanto, pois sei como é ruim quando alguém não me agrada.  Pedi perdão por ter achado que tenho direito de desistir das pessoas, e esquecer-me que tenho que ser mais parecida com Jesus que nunca deixa ninguém.  E comecei a pensar, quando ao dizer que eu amo uma pessoa, eu posso dizer que daria a vida do meu filho único, o meu Isaque como Abraão faria, por amor a ela? Convido você a pensar nisto.

Obrigada Pai por esta inspiração do Espírito Santo, obrigada por fazer de mim tão pecadora Sua habitação. Obrigada, porque de Ti e para Ti são todas as coisas.

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